Clube Náutico de Antonina
 
 

MARINS ALVES DE CAMARGO NETO, entrevista com um dos pioneiros da vela paranaense e fundador do CNA.. Nascido em Londrina em Outubro de 1936, hoje com 62 anos, casado, três filhos, advogado e auditor, Curitibano de coração, Marins é um apaixonado pelo iatismo. Sua história se mistura com seus colegas da mesma geração que fizeram o esporte no Paraná e iniciaram o nosso Clube.


Marins, um dos mais dedicados velejadores que
o Paraná já conheceu.

— Qual foi sua motivação para velejar?
— Foi por volta de 1947, quando eu tinha 11 anos, minha prima Lourdes noivava com o Arno Mueller e eu era “a vela”, aquele que não “devia” deixar os noivos irem além dos bons costumes.

O Arno, muito vivo, para me tirar das minhas funções, me deu um veleiro modelo com aproximadamente 1 m. de comprimento, que velejava perfeito igual a um grande, ao qual me apeguei alucinadamente e lógico, os noivos se viram livres “do vela”, e eu nunca mais larguei “de Vela”.

— Quando e como você começou a velejar de verdade, sem aquele tipo de “motivação”?
— Bem, foram lá pelos 14 anos, em 1950. Casualmente encontrei e comecei a ler com muito entusiasmo a revista náutica da época, a YACHTING BRASILEIRO, quando me deparei com o iatismo de verdade e me entusiasmei pelo SNIPE. De cara quis ter um, sob um impulso irresistível, mas minha família toda ficou apavorada com a ideia .

— Por que houve resistência da família?
— É que por volta de 1942, houve um trágico acidente na Barra de Caiobá, onde morreram afogados rapazes velejadores das tradicionais famílias Fleischfresser e Johnscher. Eles tinham abandonado o veleiro que se afastava da costa sem vento e levado pela maré vazante, tentaram nadar achando que ainda estavam perto da costa. Salvou-se o único que ficou no barco, o Winnie Gomm, que depois contou toda a história. Imaginem o que este fato atrasou o desenvolvimento da Vela do Paraná....

— Mas você insistia em velejar?!
— Sim claro... em  1951 eu cursava o "Clássico" no Colégio Estadual, ao lado o Passeio Público e o Trajano Gregório abriraum bruto estaleiro naval na Rua Fontana, bem de frente à Rua da Glória, e bem próximo ao “Estadual”, onde se estava iniciando a montagem do cavername de um grande veleiro de oceano para o Carlos Luz. Bem, daí foi um pulo para eu me jogar de cabeça no estaleiro e, só cara, a coragem e escondido da família, construir o “MARULHO”, casco azul-marínho, o primeiro SNIPE do Paraná, com a boa vontade e a ajuda do Trajano e do Zéca, que até hoje está no ramo.

— E Como foi o batizado do “Marulho”?
— Foi uma aventura inesquecível! Inaugurei o barco na Praia Mansa de Caiobá com um “nordestão” daqueles, com o que o “Marulho “ e eu sozinho, agarrado no pé-de-galinha, fomos “lançados” mar adentro na empopada, deixando na praia “a ver Marulhos”, meu bom amigo e pretenso 1 ° proeiro de Snipe, Nelson Velloso.

— Mas e aprendizado de Vela? Você já sabia alguma coisa?
— Além de ter aprendido sozinho a ajustar e soltar na água o veleirinho-modelo que ganhei do Arno, a única vez anterior que eu velejara, foi quando fui a São Paulo para encomendar as velas do Snipe e coincidente e gentilmente o famoso WALTER VON HUTSCHLER, um dos “Reis”da vela na época, me deu u mas boas e inesquecíveis lições a respeito, em seu maravilho STAR, que eu relembro até hoje. Estas "dicas" foi o que me salvaram e além de aprender sozinho e após muitas e boas trapalhadas, trazer o "Marulho" de volta até a arrebentação da praia e apanhar meu proeiro para a mais gostosa velejada da minha vida.

— Foi então seu verdadeiro “Batismo” na Vela?
— Sim... foi um batismo com água e muito vento... Com o suor, as dificuldades do local, e o início da experiência, levei o barco para dentro da Baía de Guaratuba, onde passei a velejar com uma turma de amigos, que se dispunham, muitos a contragosto e na base da curiosidade a enfrentar tamanha aventura.

— E a “estiva” com o barco?
— Como tínhamos casa em Matinhos e o “Marulho” ficava estivado junto com canoas de pescadores no antigo “ Porto da Passagem”, e eu ainda não dirigia, o jeito era botar o saco de velas nas costas, e por muitas vezes sem carona, ir a pé.........isto mesmo !

De Matinhos à "Passagem" à pé ida e volta para um dia de velejada.

Os meus amigos que topavam, ao final do dia me esconjuravam....

Marins aos 19 anos e seu "Marulho", o 1.Snipe Paranaense

— Primeiras Regatas e a “turma de Guaratuba”, como foram estes tempos?
— Creio que por volta de 1948/50 começou a aparecer uma turma de velejadores mais traquejados em Guaratuba, provenientes, em grande parte de Santa Catarina onde a vela já de há muito vigorava, entre eles os saudosos José Rego Cavalcante com seu Sharpie “Calunga”, o Trajano Reis, o Nazareno Simas, o Claus Johan, o Orlando Coelho, o Lourival Niesing com os Lightning, o Carlos Luz, os Irmãos Poleto com o Victory, um projeto revolucionário de William Cosby, o mesmo projetista do Snipe, ao mesmo tempo que apareciam por Paranaguá o Ralf Hauer com o seu Guanabara “Favorito”, o famoso e lendário antoninense Wilson do Rio Apa com seu Micro-cruzeiro “Rocinante” e o Jorge Barros com seu Cruzeiro “Batuta”.

Esta turma e mais o então “garoto” ora entrevistado, participaram da Primeira Regata do Paraná a Vela do Paraná, no dia 7 de Setembro de 1953, sendo que, para mim, também era a primeira da minha vida.

Com toda pompa e circunstância devida, o “Programa de Regata”já veio impresso com o nome dos barcos e de todos os participantes e o noticiário jornalístico, por obra e g raça do José Rego Cavalcante, contaram, em preciosos detalhes, o que foi o preparo e o desenrolar desta 1° Regata de Vela Paranaense.

O Tiro de largada (?), eu soube quando “educadamente” vieram me avisar que os demais já tinham partido...

Por decorrência, o final foi como o Cavalcante, vitorioso com seu Sharpie “Calunga”, noticiou: - “Moleque” (um Lightning) e Marulho (o meu Snipe) foram arrastados pela correnteza (da maré vazante), tendo sua chegada bastante retardada”...

Coisas de marinheiro de 1° viagem e da tradição da baía guaratubana...
Comecei minhas regatas levando “bordoada”, como até hoje acontece...

Nem por isso desisti. A vela corre no meu sangue.


Marins (de óculos) e Hilton Almeida (Almeidinha) em 1959 participando do Campeonato Brasileiro de Snipe
— Fale-nos sobre Antonina. Como tudo começou? Quem o trouxe para fundar o Clube, e como eram as expectativas daqueles jovens estudantes da época e com relação à criação de um Clube Náutico em Antonina.

— Por volta de 1955, não sei bem como, fui parar em Antonina. Acredito que foi o Zézinho, pai do Luciano, quem me convidou para conhecer o C.N.A., pois cursávamos a mesma Faculdade de Direito, ele um ano à frente.

A primeira visita à antiga sede do Náutico foi um desencanto total, mas eu não demonstrei meu desapontamento a ninguém! Fiquei na minha, pois o entusiasmo da turma era espetacular...

Para quem vinha de Guaratuba, olha só a soberba do “bofe”, aquele barracão do tempo de D. Pedro l, no fundo do mangue, com um riachinho dentro de um valetão por onde se tinha de empurrar o barco no lodo até a água por mais de 200 metros, era uma dose e tanto para não se desistir do iatismo. E não desistimos.

— Quem eram aqueles jovens idealistas que fizeram o CNA?
— Encontrei uma turma espetacular de jovens com os olhos brilhando pela vela. O Maneco, o Netinho, o Darwinho, o Jorge, o Henrique, o Paulo, e tantos outros sequiosos pela vela, e os jovens já adultos, o Waldemar Dored, o Mário Sarmento, e o verdadeiro esteio do Náutico, a quem o Clube tanto deve, o Orlando Walter Dittrich, o comodoro e “faz tudo” do C.N.A., ladeado pela Neréia, esta que arrancava “leite de pedra “ e conseguia tudo o que queria e se podia do Governo para ajudar na construção do C.N.A. O “Lolô” Cornelsen, Secretário de Obras do Estado da época, que o diga. Foi ela que, com sua insistência de “Joãozinho”, conseguiu o trator de esteiras, a pá carregadeira e os caminhões do DER para fazer o aterro do novo C.N.A.

— Era muito trabalho para “fazer” o clube e pouca vela?
— É..... foi quase isso. No início, como ela só conseguira o trato r de lâmina e um caminhão simples, após revolvida a terra no corte do morro perto da nova casa do Zézinho, nós, a turma do “CACOAN”que está na placa de bronze fixada na parede do atua/ C. N. A., pegávamos as pás e, “no cabo do guatambú, carregávamos o caminhão para, em seguida descarregá-lo no terreno alagado da sede. Velejar, só depois...

Naquela saudosa placa, estão alguns dos verdadeiros “fundadores” do C.N.A. Por favor não a percam, como se fez com a proa do “Marulho” !...

— Alguma estória interessante daquela época?
— Esta história não posso deixar de lhes contar:
Lá pôr 57, revolvemos, após sugestões do saudoso Leopoldo Gayer um "Gauchão" dono da Casas Masson, no meu entender o maior e mais incentívador da vela no Brasil, que pôr aqui esteve para mostrar a ideia da SAVEL - Sociedade dos Amigos da Vela do Brasil, a fim de lançar um plano para facilitar a aquisição de veleiros. Acredito que foi a primeira vez que se em consórcio no Brasil. Ainda mais de veleiros...

Juntamos 12 malucos e fizemos 12 Snipes em 12 meses, construídos pelos saudosos Augusto Wiemers, que já tinha construído o “Joari”, o 2° Snipe paranaense para o Alfredo Poeck e o Arístides Athaíde de saudosa memória e estava construindo o “Bistra” para o Ralf Hauer, e pelo Carlos Pezzini e um pelo Atílio Pezzini, sobrinho do Carlos e que voltou logo a seguir para Itália e hoje tem um dos melhores estaleiros de regata da região.

A montagem final dos barcos, por razões de economia, com a pintura e ferragens, foi feita no cortume do Orlando Dittrich, a famosa Casa Walter, lá perto do Country Clube. Até hoje não me esqueço do cheiro horrível do cortume...

Dali saíram o ”Borrasca” do Zézinho, o Saigon do Jorginho, o Açori do Mário, o “Bertioga” do Waldemar, o “Verilane” da Vera Dittrich que o Claro, de “proeiro”, tocava, o “Lusyara” da Yara Sarmento, o “Josiara”, o Marulho II meu e o do Luizinho Bettega que não me lembro o nome, dentre outros tantos que se perderam da minha parca memória e falta de registros.

É triste ver que a história, não registrada e bem guardada, vira pó e se perde no tempo...

Em decorrência desta série de novos Snipes, o antigo Marulho foi parar na mão do Maneco, o Manoel Gomes Neto que, após um certo aprendizado, foi participar de regatas em Guaratuba, juntamente com o “Joari”, o Borrasca, o “Bertioga” e o “Josiara”, dentre outros.

— Como foi a epopeia de estrear os Snipes novos na Baía de Guaratuba?
— Foi uma epopeia mesmo.. Descarregados e montados os barcos no final da Pra-inha da Passagem, junto à boca da barra de entrada da baía, após uma estafarlte e demoradísssima viagem rodoviária da Antonina, rebocados um a um por carreta única do Orlando à 20 km/hora!, e enfrentando um “lestão”com maré enchente forte, o “Marulho” foi bater de borda contra as pedras, inapelavelmente esmigalhando-se para tristeza e espanto de todos.

Só sobrou uns 80cm. Da proa que foi pendurada com um trofeu da nossa história, no antigo barracão da nova Sede do CNA. Depois de anos, com a reforma (N.E.: construção dos atuais hangares de motor), infelizmente a proa do saudoso “Marulho “sumiu... Eu bem que gostaria de vê-la pendurada de volta naquelas paredes.... Ela, bem como a placa de bronze do “CACOAN”, são alguns dos sinais da luta para o surgimento, crescimento e história do nosso iatismo e do CNA.


Marins (no timão) velejando na Represa Vossoroca em 1957
— Marins, em que classes você velejou?
— Praticamente , eu sempre fui e ainda me considero, com amor e saudades, um SNIPISTA, ainda que tenha tido algumas incursões passageiras pelo Sharpie, Lightning e feito força para introduzir o Pinguim.

Mais recentemente , teimosamente e sem sucesso, andei velejando com Hobie 14 e com o Laser Radial, além do Oceano, que adotei desde 1973.

Na Snipe, participei da fundação e das atividades da Flot/lha 425 (Guaratuba) entre 1954 e 55, e da Flotilha 450 (Antonina), de 1956 até 1973, quando me mudei “de mala e cuia “ para o Rio de Janeiro.

Para lá levei o “Marulho II”, quando então passei para a classe Oceano. Primeiro com um veleiro Cal29’entre 1974 e 1976, e depois com uma Ranger 37’ chamado “Kakalé”, entre 1976 e 79. Foram anos maravilhosos para m i m e minha família.

Também participei de regatas no famoso Sharpie, entre 1956 e 58, e m campeonatos universitários em Florianópolis e Belo Horizonte, sob a orientação do mestre Cavalcante (N.E.: José Rego Cavalcante, pai do sócio Sérgio Cavalcante), para não virar submarino tão depressa...
Quando do meu retorno para Curitiba em 1979, passei a tripular barcos de Oceano, dentre eles um Fast 34.5 do Jayme Guelmann , e a série “Opium “ do Paulo Fleischfresser e do Pedro Prosdocimo Neto. Em Florianópolis o “Açores” um 37’ e o “Cri-Cri” (uma máquina de regatas), ambos do Edinho.

— De volta ao Paraná você voltou a ter o seu barco de oceano...
— Após esta série e ter perdido “a metade” de um veleiro de 26’ que estava sendo construído sob encomenda por um vigarista uruguaio em São José dos Pinhais, construí em seis meses (1989) um veleiro Ensenada 25’, projeto do americano Ken Ankinson. Era uma “snipão” de compensado revestido com fibra , rápido, com uma quilha de 550kg parcialmente retrátil, calando entre 1,80m e 0,80m.

Na época pretendí levá-lo à Antonina, mas a "turma" que dirigia o clube não se interessou em deixá-lo a entrar no CNA. Ainda mais, para lança-lo quase que na "porrada"entre os lancheiros do late Clube de Caiobá (do qual me desliguei após sentir-me um corpo estranho), levei o veleiro para Florianópolis, tornando-me sócio do ICSC-Veleiros da Ilha. Lá tive um novo período de aprendizado e vivência de vela oceânica, na sua verdadeira acepção. Para m/m o melhor clube de vela do Brasil, com sua infra-estrutu-ra, localização, velejadores de primeiríssima linha, embora com um certo bairrismo e certa falta de recursos financeiros pessoais.

— Fale-nos dos seus títulos, sem modéstia.
— Tenho uma bela coleção de vitórias, medalhas e trofeus nestes 45 anos de ia-tismo. Mas o que mais me orgulho e tenho satisfação é ver a turma de iatistas com os quais participei, e dos quais ajudei a criar e crescer de alguma forma, e hoje estão por aí mundo afora, como campeões ou tão somente como bons e verdadeiros iatistas.
(N.E.: Marins foi inúmeras vezes Campeão Paranaense de Snipe, brilhantes participações em regatas nacionais da classe, sendo lembrado por velejadores "da velha-guarda"como referência do Snipe Paranaense. ).

— Que fatos ou estórias foram marcantes para você nestes anos de Vela?
— Creio que as que relatei são as melhores. Mas a mais dramática ocorreu neste último mês de Outubro de 98, numa regata de Oceano em Paranaguá: Entre a Ilha do Mel e a das Peças ao perder por mais de 3 horas e não mais achar um tripulante que havia caído do meu barco, o "Vaa Nui", um Microtonner 19'.

Depois de 45 anos de vela, a mais aterrorizante e marcante da minha vida e imploro a Deus que não me defronte com outra experiência deste tipo. Ao menos me serviu para refletir sobre a insegurança por que passamos sem querer, quando não no preocupamos com a adequada , efetiva, repetitiva e insistente instrução de nossos tripulantes a respeito de certas regras de comportamento e atitudes que todos devemos ter dentro de uma embarcação, a fim de preservarmos nossa vida e dos nossos companheiros acima de tudo!

A regra básica que chego, é que devemos constantemente incutir e insistir com nós mesmos e com a tripulação, é a de nos mantermos sempre agarrados ou prontos para isso, e não nos soltarmos de nosso barco a qualquer custo, até que ele afunde, pois não existe bóia melhor ...e maior. Só assim não se teriam perdido as vidas do Fleischfresser e do Johnscher por volta de 1942, como comentei anteriormente.

Quase por um "triz "não perdi o Leandro, o qual só pêlos desígnios de Deus , de Santa Edviges, de N. Sra. do Pilar de Santa Rita, a quem naquelas horas recorri e implorei, pode ser encontrado e resgatado pela tripulação do veleiro
"Oceano" do Comandante Mário Abagge (CNA), a quem profundamente agradeço e rendo minhas homenagens como homem do mar.

— Cite-nos algumas pessoas que você considera importantes para o crescimento da Vela do Paraná.
— Creio que já citei uma plêiade deles nesta entrevista. Acredito que todos nós, de alguma maneira ou ocasião fomos de extrema importância para o desenvolvimento do latismo.

— E hoje? Quais seus planos? Competição ou Lazer?
— Sabe?!... com os passar dos anos e com a experiência que a gente vai adquirindo, o iatismo não vai morrendo, mas se solidificando, embora os objetivos continuem os mesmos de nossa juventude. No meu caso em particular: Competir, competir, competir sempre........ mesmo que passeando.

Embora hoje prefira uma boa quilha fixa de lastro tipo "joão-bobo" embaixo do meu barco, além do conforto que proporciona um barco de Oceano, o meu sangue ainda ferve e o coração quase sai pela boca quando estou cronometrando a partida de mais uma regata que vou participar.

— E qual o barco de oceano ideal , a seu ver?
— Sou daqueles que acham que um bom barco de cruzeiro é o de regatas: pela velocidade e maior agilidade. Quanto ao seu porte , não só, pelo custo, mas pelo conforto, pé direito que dê para ficar em pé dentro do barco, facilidades de manobras, pelo menor tamanho e esforços requeridos, menos exigência de número de tripulantes ... e etecetera, eu prefiro os barcos situados entre 28 e 30'.

Atualmente por exemplo, estou construindo um Marbyl 29', quilha fixa, calado 1,60m, motor diesel de centro, boa acomodação interna, WC, cozinha, beliches para 6 pessoas. Nada de mais e nada de menos. Pretendo "batizá-lo no final de 1999, se o FHC deixar é claro!

— Finalizando.....e o futuro?
— Pretendo entrar no próximo milénio com meu sonho de iatismo realizado. Para onde eu vou? Ainda temos tempo pra pensar. Uma coisa já é certa: detesto poita fixa, pois dá muita craca! E, em seco no pátio de clubes, só pretendo ficar o necessário entre uma velejada e outra, com a maior frequência possível de velejadas, é claro.... No mais, Velas ao Mar!!!!..

( N.E.: O Marins deixou o entrevistador com uma leve suspeita de que para ele só falta... dar a volta ao mundo com seu barco nvo. Ainda é segredo).

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